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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Minha resposta à proposta de desarmamento

O mundo sem arma de fogo seria um mundo melhor. Está sendo discutida a questão de desarmamento. Hoje vem o meu texto como resposta a esta proposta. Digo o seguinte: O problema está nas fábricas. As indústrias continuam fabricando as armas mesmo sabendo que essas vítimas podem ser seus pais, filhos e parentes. Devemos lutar contra as fábricas de armas, pois tiram as nossas vidas e a nossa paz. Além disso, penso que a questão é não simplesmente o desarmamento, mas também uma mudança no pensamento. Precisamos mudar a cultura da morte para uma cultura da paz. Matar não é solução. Meu filho foi vítima. Não tenho vergonha de dizer isso. Falando sobre a violência que fizeram com o meu filho leva à proteção de não acontecer com o outro. Escondendo não é bom. Quando a gente cala, a gente consente. A violência cresce.
Como se proteger da violência? Ela não está mais respeitando nada. Não tem mais limites. Não respeita nem grades, nem muro. A violência entra pela janela e atinge meninos como Joel. Que mundo é este?
A única função da arma é o que? Matar! A bala fere e mata. Não tem outra função. Arma branca até tem: ela é útil na cozinha. Espero que esta vez o país consiga se desarmar. Diferente ao ano de 2005 durante o qual 59% da população brasileira apoiaram o comércio de fogo e de munição no Brasil. Esse plebiscito foi indicador da postura do país. A maioria entende que possuir armas significa proteção e defesa própria. Mas, o uso de armas leva ao ferimento e à morte e não contribui para a justiça e para a paz.
Digo desarmamento sim! Não só desarmamento, mas muito mais precisar ser feito para mudar a nossa cultura de matar.